2006/07/28
2006/07/26
Ema... Mãe... Mother... Mama...


Üks paigake siin ilmas on
kus varjul truudus, arm ja õnn.
Kõik mis nii harv siin ilma pääl
on pelgupaiga leidnud sääl.
Kas ema südant tunned sa?
Nii õrn nii kindel, muutmata!
Ta sinu rõõmust rõõmu näeb
su õnnetusest osa saab.
Ema süda, Lydia Koidula
Existe um lugar no mundo
Onde estão guardadas a fidelidade, o amor e a felicidade.
Tudo que é tão raro neste mundo
Lá encontrou o seu refúgio
Conheces o coração da mãe?
Tão terno, tão seguro, imutável!
Ele da tua alegria se alegra
e a tua tristeza compartilha.
Corção de mãe, Lydia Koidula
There is a place in this world
Where the faithfulness, the love and the happiness are kept.
Everything that is so rare in this world
There found its shelter
Do you know the mother's heart?
So tender, so safe, invariant!
It cheers with your joy
and your sadness shares.
Mother's heart, Lydia Koidula
Lydia Koidula (24/12/1843 Vana-Vändra - 11/08/1886 Kroonlinn)
kus varjul truudus, arm ja õnn.
Kõik mis nii harv siin ilma pääl
on pelgupaiga leidnud sääl.
Kas ema südant tunned sa?
Nii õrn nii kindel, muutmata!
Ta sinu rõõmust rõõmu näeb
su õnnetusest osa saab.
Ema süda, Lydia Koidula
Existe um lugar no mundo
Onde estão guardadas a fidelidade, o amor e a felicidade.
Tudo que é tão raro neste mundo
Lá encontrou o seu refúgio
Conheces o coração da mãe?
Tão terno, tão seguro, imutável!
Ele da tua alegria se alegra
e a tua tristeza compartilha.
Corção de mãe, Lydia Koidula
There is a place in this world
Where the faithfulness, the love and the happiness are kept.
Everything that is so rare in this world
There found its shelter
Do you know the mother's heart?
So tender, so safe, invariant!
It cheers with your joy
and your sadness shares.
Mother's heart, Lydia Koidula
Lydia Koidula (24/12/1843 Vana-Vändra - 11/08/1886 Kroonlinn)
2006/07/24
Careca... Bald... Kiilas... Лысый...

III
Uma mosca sem valor
poisa, c'o a mesma alegria,
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria
António Aleixo este livro que vos deixo..., António Aleixo
III
A fly without any value
stops, with the same joy,
on the bald head of a doctor
as in any other crap
António Aleixo, this book I live to you..., António Aleixo
António Aleixo (Vila Real de Santo António, 18/02/1899 - Loulé, 16/11/1949)
2006/07/23
2006/07/22
Caminho... Way... Tee... Дорога...

No chão de asfalto
Ecos, um sapato
Pisa o silêncio caminhante noturno
Fúria de ter nas suas mãos dedos finos de alguém
A apertar, a beijar...
Vai caminhante
Antes do dia nascer
Vai caminhante
Antes da noite morrer
Vai
Luzes câmera
Canção que horas são
Sombra na esquina
Alguém, Maria
Sente a pulsar um amor muscoloso
Vai encontrar esta noite o amor
Sem pagar, sem falar, a sonhar
Vai caminhante...
No chão, vê folhas
Secas de jornal
Sombra na esquina
Alguém, Maria
Pisa o silêncio caminhante noturno
Foge do amor
Qua a noite lhe deu sem cobrar,
Sem falar, sem sonhar
Vai caminhante...
Caminhante Noturno
Mutantes
Composição: Arnaldo Baptista / Rita Lee
2006/07/21
2006/07/19
Pássaro... Bird... Lind... Птица...


Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arive
Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free.
Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of a dark black night.
Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of a dark black night.
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
Blackbird, Beatles
Melro que cantas nas horas mortas da noite
Agarra nessas asas quebradas e aprende a voar
Toda a tua vida
Esperaste pela chegada deste momento
Melro que cantas nas horas mortas da noite
Agarra nesses olhos lacrimejantes e aprende a ver
Toda a tua vida
Esperaste pela chgada deste momento para seres livre.
Melro voa, melro voa,
Para a luz da negra noite escura.
Melro voa, melro voa
Para a luz da negra noite escura.
Melro que cantas nas horas mortas da noite
Agarra nessas asas quebradas e aprende a voar
Toda a tua vida
Esperaste apenas pela aparição deste momento
Esperaste apenas pela aparição deste momento
Esperaste apenas pela aparição deste momento
Melro, Beatles
2006/07/18
Vejo...I see... Ma näen... Я вижу...

Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.
Da minha aldeia, Alberto Caeiro
From my village I can see all the land that can be seen in the Universe....
Therefore my village is as great as any other
Because I am of the size of what I see
And not of the size of my height...
In the cities the life is smaller
Than here in my house in the top of this mountain.
In the city the great houses close the sights,
Hide the horizon, push our looks for far all over the sky,
Make us small because they take off what our eyes can give us,
And make us poor because the only wealth is to see.
From my village, Alberto Caeiro
Dragão... Dragon... Draakon... Дракон...


Um homem pode se afobar
E pegar o caminho errado
Homem que é homem volta atrás
Mas não se arrepende de nada
Sabe que a vida é pra lutar
Contra um dragão invisível
Que mata os sonhos mais banais
Que acha que é tudo impossível
Tudo é Amor
Ney Matogrosso(01/08/1941, Bela Vista, Mato Grosso do Sul),
Composição: Cazuza / Laura Finocchiaro
2006/07/14
Rã... Toat... Konn... Лягушка...



A Rã
Coro de cor, sombra de som de cor, de mal me quer
De mal me quer, de bem, de bem me diz
De me dizendo assim: serei feliz
Serei feliz de flor, de flor em flor
De samba em samba em som, de vai e vem
De verde, verde ver pé de capim
Bico de pena, pio de bem-te-vi
Amanhecendo sim perto de mim
Perto da claridade da manhã
A grama, a lama, tudo é minha irmã
A rama, o sapo, o salto de uma rã
Caetano Veloso e João Donato
in Caetano Veloso Songbook, de Almir Chediak (ed.), 1997
2006/07/13
Abelha... Bee... Mesilane... Пчела...

Em torno de áurea colmeia
Amor adejava um dia;
E a mãozinha introduzindo,
Húmidos favos colhia:
Abelha, mais forte que eu,
Porque de amor não tem medo,
Eis do guloso menino
Castiga o furto num dedo.
Chupando o terno dedinho
Entra Cupido a chorar;
E ao colo da mãe voando
Do insecto se vai queixar.
Vênus carinhosa e bela
Diz, aninhando-o ao peito:
“Desculpa o que te fizeram,
Recordando o que tens feito.
O tênue ferrão da abelha
Dói menos que os teus farpões:
O que ela fez no dedo
Fazes tu nos corações.”
Ode Anacreôntica, Bocage (15/09/1765 - 21/12/1805)
2006/07/12
Candeeiro... Valgusti... Lamp... Фонарь...

Мы люди неплохие. Чуть вечер, мы в пути.
Фонарщики лихие, волшебники почти.
Шагаем вслед, вслед, вслед, туда, где тень, тень, тень.
Да будет свет, свет, свет. Как буд-то день, день, день.
Мы не играем в прятки. С полночной тьмой, о нет.
Все тайны и загадки пожалуйте на свет.
Песня Фонарщиков (Приключения Буратино), Рыбников Алексей
Não somos más pessoas. Mal anoitece metemo-nos a caminho.
Somos acendedores de candeeiros aventureiros, quase mágicos.
Caminhamos seguindo os passos, passos, passos, aonde é sombra, sombra, sombra.
Haverá luz, luz, luz. Como se fosse de dia, dia, dia.
Não brincamos às escondidas. Com a escuridão da noite, ò não.
Todos os segredos e adivinhas sejam bem-vindos à luz do dia.
Cantiga dos acendedores de candeeiros (As aventuras do Buratino), Ribnikov Aleksei
We are not bad people. Whenever evening comes, we go on our way.
We are dashing Lamplighters, almost magicians.
We step after, after, after, there, where is shadow, shadow, shadow.
Yes there will be light, light, light. As as if it's day, day, day.
We do not play hide-and-seek. With the midnight dark, oh no.
All secrets and riddles be welcome to the light.
Lamplighters song (Buratino's adventures), Ribnikov Aleksei
Me ei ole halvad inimeses. Kui tuleb õhtu me alustame oma teekonda.
Oleme seiklejad valgustite süütajad, peaegu võlurid.
Me astume üksteise järel, järel, järel, seal kus on vilu, vilu, vilu.
Jah, tulgu valgus, valgus, valgus. Nagu oleks päev, päev, päev.
Me ei mängi peitust. Kesköö pimedusega, oh ei.
Kõik saladused ja mõistatused olge teretulnud valguse kätte.
Valgustite süütajate laul (Buratiino seiklused), Ribnikov Aleksei
2006/07/11
Kalevipoeg
"Kalevipoeg is my name and my value, idiots call me devil!"
(Kalevipoeg is an epic poem by Friedrich Reinhold Kreutzwald ( writer and physician)held to be the Estonian national epic)
(Kalevipoeg is an epic poem by Friedrich Reinhold Kreutzwald ( writer and physician)held to be the Estonian national epic)
"Kalevipoeg é o meu nome e valor, idiotas chamam-me satanás!"
(Kalevipoeg é o poema épico estónio, escrito pelo poeta e médico Friedrich Reinhold Kreutzwald)
"Калевипоег это мое имя и цена, дураки меня дяволом называют!"
(Kalevipoeg é o poema épico estónio, escrito pelo poeta e médico Friedrich Reinhold Kreutzwald)
"Калевипоег это мое имя и цена, дураки меня дяволом называют!"
(Калевипоег -эстонскоя национальноя эпос)
Nikolai von Glehn (16/07/1841 Jälgimäe, Estonia – 07/09/1923 Brazil)
Nikolai von Glehn (16/07/1841 Jälgimäe, Estonia – 07/09/1923 Brazil)
2006/07/10
Mой любимый город... Cidade bem amada... My beloved town... Minu armas linn...



До свидания, мой любимый город
я почти попала в хроники твои
ожидание - самый скучный повод
нам с тобой так мало надо для двоих
до свидания, мой любимый город
я почти попала в хроники твои.
ожиданье - самый скучный повод
как же я устала думать за двоих...
Até à vista, cidade bem amada
quase fui notícia
a espectativa é o motivo mais fastidioso
Precisamos de tão pouco para nós dois
Até à vista, cidade bem amada
quase fui notícia
a espectativa é o motivo mais fastidioso
como estou cansada de pensar por nós dois...
See you, my beloved town
I almost became part of your history
Expectation – is the most boring reason
You and me, we need so little for us
See you, my beloved town,
I almost became part of your history
Expectation – is the most boring reason
I am too tired thinking for both of us...
Nägemiseni, minu armas linn
Ma peaegu sattusin sinu kroonikasse
Ootus – kõige igavam põhjus
Meil on koos olles mõlemal nii vähe vaja
Nägemiseni, minu armas linn
Ma peaegu sattusin sinu kroonikasse
Ootus – kõige igavam põhjus
Ma olen väga väsinud mõtlemast meie kahe eest...
До свидания... , Zemfira Ramazanova (28.08.1976 Ufa, Basquiria)
2006/07/09
Triste nova... Sad news... Kurb uudis... Грустная весть...
Vimos por este meio informar que a simpática cobra da foto engoliu a rã da antepenúltima postagem.
We use this opportunity to inform that the lovely snake from this photo swallowed the frog from the last post.
Kasutame võimalust, et teatada, et armas uss sellelt pildilt neelas alla konna üleelmiselt pildilt.
Mы используем эту возможность чтобы сообщить что симпатичная змейка на фото проглотила лягушку от последнего поста.
2006/07/08
2006/07/07
Nenúfar... Lotus... Vesiroos... Кувшинка...



Amor! Anda o luar, todo bondade,
Beijando a Terra, a desfazer-se em luz...
Amor! São os pés brancos de Jesus
Que anda pisando as ruas da cidade!
E eu ponho-me a pensar... Quanta saudade
Das ilusões e risos que em ti pus!
Traças em mim os braços duma cruz,
Neles pregaste a minha mocidade!
Minh'alma que eu te dei, cheia de mágoas,
É nesta noite o nenúfar de um lago
Estendendo as asas brancas sobre as águas!
Poisa as mãos nos meus olhos, com carinho,
Fecha-os num beijo dolorido e vago...
E deixa-me chorar devagarinho...
Nocturno, Florbela Espanca
2006/07/06
Parabéns Jennifer Saunders! Congratulations Jennifer Saunders! Palju õnne Jennifer Saunders! C днем рождения Jennifer Saunders!
2006/07/05
Cruzes... Crosses... Ristid... Кресты...

To every man his little cross. Till he dies. And is forgotten.
A cada Homem a sua pequena cruz. Até que morra. E seja esquecido.
Igale inimesele oma väike rist. Kuni Surmani. Kuni teda unustatakse.
Каждему человеку свой маленький крест. До смерти. Пока его забудут.
Waiting for Godot, Samuel Beckett (13/04/1906 – 22/12/1989)
A cada Homem a sua pequena cruz. Até que morra. E seja esquecido.
Igale inimesele oma väike rist. Kuni Surmani. Kuni teda unustatakse.
Каждему человеку свой маленький крест. До смерти. Пока его забудут.
Waiting for Godot, Samuel Beckett (13/04/1906 – 22/12/1989)
2006/07/04
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Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.
I go to the window and see the street with absolute clarity.
I see the shops, I see the sidewalks, I see the cars pass by,
I see the clothed living entities who cross.
I see the dogs which also exist,
And all of it weighs upon me like a curse of banishment,
And all of it is foreign, as is everything.
Lähen akna juurde, näen tänavat absoluutse selgusega.
Näen poode, kõnniteid, liikuvaid autosid,
Näen riides elusolendeid, kes üksteisest mööda lähevad,
Näen koeri, kes samuti on olemas,
Ja kõik see rõhub mind nagu oleks mind küüditatud,
Ja kõik see on mulle võõras, nagu kõik.
Подхожу к окну и с непреложной ясностью вижу
улицу,
Вижу лавки, вижу тротуары, вижу катящиеся
автомобили,
Вижу живых, покрытых одеждой существ, бегущих и
сталкивающихся,
Вижу собак - они тоже и несомненно существуют,
И все это гнетет меня, словно приговоренного
к ссылке,
И все это - как и все вообще - чужеземное.
TABACARIA TOBACCO SHOP TUBAKA POOD ТАБАЧНАЯ ЛАВКА
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)